CINERAMA

cinema sem frescura

Semana Cinerama 2012: sinopses

CYNEMA ANTROPÓFAGO
“Tupi or not tupi, that’s the question”

Como era gostoso o meu francês, Nelson Pereira dos Santos (1970, 83min)
No Brasil de 1554, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás, se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado

O vampiro da cinemateca, Jairo Ferreira (1977, 77 min)
Na cidade de São Paulo, entre 1975 e 1977, um jovem jornalista decide romper com as limitações impostas à sua profissão e começå a elaborar o roteiro de um filme. Ele se isola entre quarto paredes e investe furiosamente contra os figurões da cultura de sua época. Sem conseguir crirar um personagem, o jovem entra em crise. Porém, filmando cenas isoladas com amigos e examinando cenas de alguns filmes, ele descobre novas possibilidades de realização. E consegue finalmente inventar personagens.

O bandido da luz vermelha, Rogério Sganzerla (1968, 92 min)
Um assaltante misterioso usa técnicas extravagantes para roubar casas luxuosas de São Paulo. Apelidado pela imprensa de “o bandido da luz vermelha”, invade as casas assobiando canções de Roberto Carlos, traz sempre uma lanterna à mão e conversa longamente com suas vítimas. Debochado e cínico, apresenta uma montagem inovadora e uma linguagem calcada em princípios da antropofagia.
 
CINEMA HOJE
“As ideias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas.”
 
A cidade é uma só?, Adirley Queirós (2011, 73min)
Reflexão sobre os 50 anos de Brasília, tendo como foco a discussão sobre o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do Entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano.

Riscado, Gustavo Pizzi (2010, 85min)
Bianca é uma atriz cuja carreira ainda não deslanchou. Para se manter ela imita grandes divas do cinema e trabalha divulgando eventos. Sua sorte parece mudar quando consegue o papel principal de uma grande produção internacional. Inspirado por sua personalidade e seu trabalho, o diretor do longa-metragem resolve transformar a protagonista em uma versão da própria Bianca.

Sudoeste, Eduardo Nunes (2011, 100min)
Numa vila isolada do litoral brasileiro onde tudo parece imóvel, Clarice percebe a sua vida durante um único dia, em descompasso com as pessoas que ela encontra e que apenas vivem aquele dia como outro qualquer. Ela tenta entender a sua obscura realidade e o destino das pessoas a sua volta num tempo circular que assombra e desorienta.

FILMES PARA O PRÓXIMO MILÊNIO
“Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

O bravo guerreiro, Gustavo Dahl (1969, 80min)
Jovem deputado da oposição decide mudar para o partido da oposição pensando que só dentro do poder conseguirá fazer alguma coisa pela causa pública. Um cabo eleitoral adverte-o que pelegos tentam tomar o sindicato tendo por motivo um projeto de lei de sua autoria. O deputado vai à Assembléia Geral do sindicato e faz um discurso narrando a sua história política, concluindo que não é mais indicado para defender os sindicalizados. De volta ao lar, encosta o cano de um revólver no céu da boca.

O caso dos irmãos Naves, Luiz Sérgio Person (1969, 92min)
A reconstituição de um caso real, ocorrido no Estado Novo em 1937, na cidade de Araguari (MG). Tudo começa quando um homem foge levando o dinheiro de uma safra de arroz. Os irmãos Naves, sócios do fugitivo, denunciam o caso à polícia. De acusadores passam, no entanto, a réus, por obra e graça do tenente de polícia, que dirige a investigação. Presos e torturados, os Naves são obrigados a confessarem o crime que não cometeram.

Fome de amor, Nelson Pereira dos Santos (1969, 76min)
Casal de brasileiros residente em Nova York decidem voltar ao Brasil para morar na ilha supostamente dele. Porém na ilha mora outro casal, e entre eles nasce uma relação conflituosa e ao mesmo tempo sensual.

O pornógrafo, João Callegaro (1970, 88min)
Ligado à máfia italiana, o paulista Miguel Metralha é contratado para escrever argumentos de histórias pornográficas em uma editora clandestina. Mas um atrito com a dona do negócio gera a falência da empresa e a conseqüente imersão do rapaz e da patroa no mundo do crime, como meio de sobrevivência.

SESSÃO VITRINE
“As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.”
 
Os residentes, Tiago Mata Machado (2010, 120min)
Instalados em uma nova zona autônoma temporária, os residentes passam os seus dias entre pequenos complôs lunáticos, farsas quixotescas e delírios rimbaudianos.

SESSÃO ESPECIAL
“Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.”

Serras da desordem, Andrea Tonacci (2006)
O filme reconstitui a aventura de Carapirú, um índio que vagou durante dez anos pelo Brasil caboclo após escapar de um massacre em sua aldeia. À medida que documentário e ficção se tensionam, o filme reconta de maneira original a grande tragédia que se abateu sobre a população indígena durante o período da modernização conservadora. Uma obra de puro cinema.

CURTA OUTROS TEMPOS
“Só me interessa o que não é meu.”
 
Vadiação, Alexandre Robatto Filho (1954, 8 min)
Alguns homens tocam berimbaus e pandeiros e cantam. Outros se revezam no jogo da capoeira a varias pessoas assistem.

Um dia na rampa, Luiz Paulino dos Santos (1957, 9 min)
Um dia na rampa do mercado modelo de Salvador quando chegavam os saveiros voltando do recôncavo trazendo produtos para comércio na capital.

Histórias em quadrinhos, Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya (1969, 10 min)
Documentário que sintetiza a evolução das histórias em quadrinhos, desde Yellow Kid até Spirit.

Uma rua chamada Triumpho, Ozualdo Candeias (1970, 11 min)
A região da Boca do Lixo paulistana e as pessoas do meio cinematográfico que por ali circulavam são registradas em fotografias de autoria do diretor Ozualdo Candeias.

O guru e os guris, Jairo Ferreira (1973, 12 min)
Documentário sobre Maurice Legeard (1922-1997), o mítico fundador do Cinemateca de Santos, e sua paixão pelo cinema. Crítico e realizador, Legeard foi ainda um dos gurus do cineclubismo brasileiro como atividade de vanguarda.

Esta não é a sua vida, Jorge Furtado (1991, 18 min)
Documentário sobre a vida de Noeli Joner Cavalheiro. Noeli mora num subúrbio de Porto Alegre, é dona de casa e tem dois filhos. Nasceu numa cidade do interior, foi pra capital, trabalhou numa padaria, casou. É uma pessoa comum. Mas não existem pessoas comuns.

Ave, Paulo Sacramento (1993, 5 min)
“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei” (Aleister Crowley)

Noite final menos cinco minutos, Débora Waldman (1994, 10 min)
Enquanto há gasolina um Maverick avança em alta velocidade por estradas vazias.

Trovoada, Carlos Nader (1994, 17 min)
Depoimentos de Bill Viola, Waly Salomão e Antonio Cícero pontuam o vídeo, que trata da sensação muito pessoal de tempo do autor.

Um sol alaranjado, Eduardo Valente (2001, 18 min)
Quatro dias na vida de uma mulher e seu pai.

PRATA DA CASA
“Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval.”

Eu e a loira, Lucas Calmon (2010, 15 min)
Vicente nunca acreditou na história da lendária e mortal Loira do Banheiro, mas o que ele não esperava é que seus caminhos estavam traçados. E não da forma que ele pensava.

Memorial de Francisco, Fernanda Caiado (2011, 18 min)
Fica comigo esta noite.

Adeus, Guru, Daniel Mendonça e Lucas Bueno (2011, 15 min)
O Guru está faminto e precisando de dinheiro. Quando resolve ligar para Flávio, um velho seguidor seu, e arrumar uma grana, o Guru acaba descobrindo que os problemas já não são mais os mesmos de antigamente… e resta saber: onde está a banheira?

Deixo ver a velha chuva, Amanda Seraphico, Maria Del-Vecchio, Arthur Rivelo, Fernanda Novaes, Rafael Spínola, Luiza Junqueira, Lara Mateus e Kevin Rodrigues (2011, 8 min)
Quando a monotonia do cotidiano de um aposentado esbarra com a sensibilidade aguçada pela proximidade com a morte, o que surge é uma nova perspectiva em relação à vida.

Semibreve, Livia Cathiard (2011, 4 min)
“Quem dança em jaula perde seu compasso. Livres encontramos o breve. Livres encontramos o semibreve.”

A bagunça eterna, Clarissa Appelt (2011, 5 min)
Chegou a hora de Pedro arrumar seu quarto depois de alguns anos de bagunça acumulada. Ele começa a guardar suas coisas em caixas, porém a bagunça parece nunca parar de surgir. Enquanto tenta conter a bagunça eterna, Pedro percebe que esta crescendo junto com ela.
 
O quarto conto, Samuel Lobo (2011, 8 min)
Um homem caminha pela cidade. Não é uma noite qualquer.
 
Paradas e Encantarías, André Camargo (2011, 12 min)
Síntese imagética e sonora de um projeto de pesquisa etnográfica que investigou as manifestações culturais tradicionais da Amazônia paraense
 
Fora d’água, Bárbara Bergamaschi (2011, 14 min)
Beatriz é uma jovem solitária que vive com Bóris, seu peixe de estimação. Intrigada com as diferentes pessoas que observa na cidade, resolve realizar uma experiência: cada dia sair de casa fantasiada como uma pessoa diferente.

Ensaio, Bernardo Girauta e Leandro Rodrigues (2012, 18 min)
Um fotógrafo solitário. Uma prostituta. Um dia em Copacabana.
 
COISAS DE AGORA
“A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.”

A amiga americana, Ivo Lopes Araújo e Ricardo Pretti (2009, 19 min)
Paris conhece Thais.

Só mais um filme de amor, Aurélio Aragão (2010, 19 min)
Entre janeiro e julho de 2009, Gabriela e Emanuel estiveram separados. Durante esse período eles trocaram dezenas de vídeos que para eles funcionaram como cartas de amor. Ao longo dos 19 minutos do filme eles tentam recontar essa história.

O último dia, Christopher Faust (2010, 12 min)
Toni irá se mudar. Decide passar seu último dia na cidade bebendo com os amigos de infância.

Lavagem, Shiko (2010, 20 min)
Quando o disco da Xuxa gira ao contrário, não se assuste, muita coisa pode acontecer.

Copyright cops, de Julio Secchin (2011, 6 min)
Um filme sobre direitos autorais, adolescentes e internet.

Jiboia, Rafael Lessa (2011, 17 min)
Consumida pelo desejo, Aurora, uma cabeleireira da Rua Augusta, em São Paulo, aceita fingir ser a mãe de sua amante adolescente, Gracekelly, sem saber que o plano da menina vai colocar à prova seu verdadeiro amor.

Incêndio, Karen Akerman, Miguel Seabra (2011, 23 min)
A melhor aula termina com uma lição.

Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides, Gabriel Martins (2011, 18 min)
Dona Sônia quer vingança.

Quando morremos à noite, Eduardo Morotó (2011, 20 min)
Raúl conhece a menina mais cheia de vida que já encontrou.

Dizem que os cães vêem coisas, de Guto Parente (2012, 12 min)
Um presságio. Fragmento de tempo apenas, porque logo o homem gordo, de ventre imenso, saltou dentro da piscina com o copo de uísque na mão.

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